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Estrella Galicia resgata cultura do lúpulo na Espanha


Marca pioneira no plantio de lúpulo no país realiza a primeira grande colheita após 60 anos


O cultivo de lúpulo na Espanha ocorreu após o início da Primeira Guerra Mundial, quando, diante das dificuldades de fornecimento dessa matéria-prima essencial para a produção das cervejas, o engenheiro agrônomo Leopoldo Hernández Robredo e o empresário José María Rivera implementaram a inédita plantação de lúpulo na Galícia. As primeiras sementes inglesas chegaram à Coruña em 1913, embora a experimentação do seu cultivo tenha começado em 1915, plantando, entre outras variedades, a Golding ou Golden, que era a mais produtiva.


Mais uma vez, dadas as dificuldades de abastecimento devido à Segunda Guerra Mundial, os cervejeiros criaram a Sociedade Anônima Espanhola de Fomento de Lúpulo, localizada em Betanzos o seu principal centro de recolhimento e secagem da produção entregue pelos agricultores da região.


Mas o crescimento da produção ocorreu nas décadas de 1950 e 1960, atingindo o pico mais alto em 1963, com 240 toneladas de lúpulo seco colhido. Desse ponto em diante, a produção de lúpulo declinou até seu desaparecimento no início dos anos oitenta.


A recuperação da cultura do lúpulo começou em 2004 como uma homenagem da Estrella Galicia ao seu fundador e pioneiro do cultivo em Espanha, José María Rivera. Dois anos depois, coincidindo com o centenário da empresa, realizou-se uma colheita comemorativa. A iniciativa cresceu e a marca promoveu o investimento sobre o cultivo desta planta e de outras matérias-primas utilizadas na produção de cerveja e outras bebidas que comercializa, como a sidra e o vinho.


Somente agora, em setembro de 2020, a Estrella Galicia completou a colheita da flor do lúpulo, planta trepadeira responsável pelo amargor da cerveja e com longa tradição na região de Betanzos. A colheita durou duas semanas e, através desta iniciativa, a Hijos de Rivera Inversiones Corporativas lidera, juntamente com o Centro de Investigação Agrária de Mabegondo (CIAM) e a Universidade de Santiago de Compostela (USC), o projeto de recuperação desta safra tradicional da região.


Os participantes na campanha também plantaram quatro novas fazendas de lúpulo, que representam mais 13,6 hectares dedicados ao cultivo, aos quais se somam os nove hectares próprios cedidos pela Estrella Galicia. Este ano, adicionalmente, as instalações contam com um sistema de bombagem de água de poços com fornecimento de energia eléctrica através de painéis solares. A cervejaria pretende apostar nas energias renováveis no meio rural da região.


As condições climáticas deste ano não favoreceram o desenvolvimento máximo das plantas.


Apesar disso, foram coletados 2.020 kg de flores secas das variedades Nugget, Magnum, Perle, Sladek, Merkur, Cascade e Admiral. As novas fazendas contam com as variedades Nugget e Cascade de origem inglesa, já que a semelhança climática como a da Galícia favorece os bons resultados. Esta variedade de lúpulo é utilizada tanto na Estrella Galicia como no Red Vintage 1906, bem como no projecto “Fábrica de Cervezas” e na sequência experiencial de” Cervezas de la Casa” de La Tita Rivera.


Em comunicado, a diretoria executiva da Hijos de Rivera destaca:


“Em um ano tão difícil para todos nós, nossos entes queridos e a população como um todo, a área rural na qual concentramos nossos esforços não ficou alheio a essas circunstâncias. Mas esta colheita difícil, como todas as outras, nos traz uma mensagem em cada flor de lúpulo obtida. Isso nos lembra de um valor familiar e já demonstrada pelo nosso bisavô na ousada decisão de plantar lúpulo. Resiliência, a capacidade de adaptação de um ser vivo a um agente perturbador ou a um estado ou situação adversa.”


Inovação e conquistas

Como resultado das pesquisas realizadas nos últimos anos sobre esta planta pelo Centro de Investigaciones Agrarias de Mabegondo (CIAM), em colaboração com Estrella Galicia e a cooperativa LUTEGA, foram colhidos pela primeira vez lúpulos das variedades Norther Brewer e Perle Anglo-saxão.


Outra inovação foi o teste de novas formas de aplicação de tratamentos por meio de drones, que requerem produtos específicos em baixas doses que podem levar a avanços importantes nessas lavouras.


“A cooperativa LUTEGA, neste caso em colaboração com a Escola de Engenharia Agrícola e Agroalimentar da USC, utilizou um sistema de aplicação de fertilizantes através do sistema de irrigação (fertirrigação), e montou uma unidade de descascamento de planta em sua fazenda em Presedo”, conclui a Hijos de Rivera.


Fonte:Notícias RSS / Revistabeerart.com

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